skip to main |
skip to sidebar
10 Giant Japanese Hornets Vs. 10,000 Honey Bees Nome Científico: Vespa mandarinia japonica
Classificação Científica:
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hymenoptera
Família: Vespidae
Descrição: Um indivíduo adulto podendo atingir os 4cm de comprimento e 6 de envergadura, a vespa Japonesa merece o epíteto de gigante. Tipicamente amarela listada a preto, possui dois grandes olhos compostos acima dos quais se distinguem aínda três pequenos olhos. A sua resistência muscular é extraordinária: estima-se que todos os dias uma vespa voe 100km a 40km/h.
PESSOAL, TENHAM MEDO, MUITO MEDO

A classe Cubozoa, juntamente com a respectiva ordem Cubomedusae é um grupo pouco estudado do filo Cnidaria, que inclui os animais vulgarmente chamados de cubozoários. Apesar das semelhanças morfológicas do corpo, constituido por um sifão e numerosos tentáculos, os cubozoários não são estritamente medusas (classe Scyphozoa). O grupo é típico do Oceano Pacífico e inclui alguns dos mais venenosos animais existentes na actualidade, responsáveis pelo que se designa em medicina como síndrome de Irukandji. O nome da classe refere-se ao aspecto visual dos sifões, que lembram um cubo (ao contrário das medusas, que são circulares).
Os cubozoários, ao contrário das medusas que são animais planctónicos filtradores, são predadores activos, com capacidade de deslocação própria. Estudos preliminares realizados por cientistas da Universidade de James Cook da Austrália demonstraram que os cubozoários não se limitam a acompanhar as correntes oceânicas e podem percorrer cerca de um quilómetro em meia hora. Este modo de vida activo implica a necessidade de períodos de descanso, que os cubozoários realizam durante as noites que passam assentes no fundo do mar.
Outra característica especial dos cubozoários é serem dotados de visão. Estes animais têm 24 olhos agrupados em conjuntos de seis e dispostos nas quatro faces que compõem o sifão do cubozoário. Cada um destes conjuntos tem dois tipos de olhos: fossas que detectam a luz (semelhantes às observadas nos outros cnidários) e olhos propriamente ditos, extremamente complexos e com a mesma estrutura que o olho humano composto por lente, retina e córnea. Apesar desta complexidade, não está claro como é que estes animais processam a informação adquirida pelos olhos, uma vez que não possuem cérebro. Em vez de um sistema cognitivo central, os cubozoários têm zonas de elevada densidade de nervos junto aos conjuntos de olhos, que podem ser centros de processamento de informação. Para justificar a evolução de um sistema visual tão elaborado foi sugerido que os cubozoários procuram e caçam activamente as suas presas, que incluem krill, pequenos caranguejos e peixes.O tipo de presas que os cubozoários consomem é a explicação para o facto de terem desenvolvido venenos tão tóxicos. Dada a sua constituição frágil, estes animais têm obrigatoriamente que matar a sua presa depressa, para que esta não se debata e não tenha oportunidade de lhes provocar danos. O veneno dos cubozoários é injectado nas presas através dos cnidócitos presentes nos tentáculos, que disparam ao menor contacto. O tipo de toxina presente é ainda desconhecido e parece variar de espécie para espécie, mas a sintomatologia associada a encontros com estes animais sugere que ataque o sistema nervoso central. Todos os anos há centenas de pessoas na Austrália e outras regiões do Pacífico que sofrem de encontros com cubozoários, alguns com consequências fatais. O animal não ataca deliberadamente o Homem, mas o facto de serem transparentes e praticamente invisíveis para quem está desatento faz com que os acidentes aconteçam. As vítimas descrevem um intenso mal-estar, acompanhado por dores lancinantes na área afectada, vómitos, náusea e tensão arterial extremamente elevada. Estes sintomas foram descritos como síndrome de Irukandji (sendo Irukandji o nome de uma tribo de aborígenes australianos). Presentemente ainda não existe nenhum antídoto para esta toxina e a única acção que parece resultar é a aplicação de vinagre nas zonas afectadas pelos tentáculos, o que impede o disparo dos cnidócitos que permanecem fechados mas que em nada reduz o mal que já está feito. Alguns encontros com cubozoários resultam, na melhor das hipóteses, em cicatrizes permanentes de cor vermelha na pele da vítima.
A síndrome de Irukandji é um conjunto de sintomas que ocorre em centenas de pessoas todos os anos na região do Oceano Pacífico e que se pensa estar relacionado com encontros acidentais com animais cubozoários. A síndrome foi baptizada com o nome de uma tribo de aborígenes australiana que descreve, no seu folclore, uma doença inexplicável que atingia as pessoas que nadavam no mar. Os sintomas que compõem esta síndrome são:
Dores lancinantes que implicam a aplicação de anestesias cirúrgicas;
Náusea e vómitos convulsivos;
Tensão arterial extremamente alta;
Sensação de desespero, provocada pela libertação da hormona noradrenalina.
A síndrome foi descrita pela primeira vez em 1964 pelo médico Jack Barnes, que fez a associação entre os sintomas e os cubozoários. Para provar a sua hipótese, o Dr. Barnes tocou ele próprio numa Carukia barnesi (com cerca de 2 cm de diâmetro) e teve a oportunidade de descrever em primeira mão todos os efeitos da toxina do animal. A relação com os cubozoários é clara quando se acrescenta a esta sintomatologia a presença de cicatrizes vermelhas, típicas do contacto com os tentáculos destes animais, mas nem todos os acidentes resultam em marcas visíveis após o fim dos sintomas. Isto sugere que a síndrome de Irukandji possa ser a explicação para as mortes inexplicáveis que ocorrem todos os anos no Pacífico e que são normalmente atribuídas a ataques cardíacos ou afogamento.A biologia dos cubozoários é ainda pouco conhecida e só há poucos anos se iniciaram estudos detalhados sobre estes animais. Apenas uma única espécie que até agora foi claramente associada a esta síndrome (graças aos esforços do Dr. Barnes), mas é quase certo que muitas outras a possam causar também. Por enquanto, não se conhece ainda exactamente o tipo de toxina que estes animais libertam, sabendo-se apenas que ataca o sistema nervoso central, nem há antídoto conhecido. O tratamento da síndrome de Irukandji baseia-se no alívio dos vários sintomas que a compõem.Carukia barnesi, popularmente conhecida como irukandji, é uma espécie de água-viva cúbica (Cubozoa) da família Carybdeidae. É o responsável pelas principais ocorrências de síndrome de Irukandji.É encontrada nas quentes praias australianas e em outros locais do Indo-Pacífico.
Com mais ou menos o tamanho de uma unha, a irukandji possui um veneno mortal que já levou milhares de pessoas à morte.
Durante anos, os cientistas achavam que a tal síndrome ocorria quando uma pessoa apenas entrava no mar, mas pesquisas indicaram que se tratava de uma pequena cubomedusa, agora chamada com o nome de "Irukandji".